Título: Pequenos Deuses
Série: Discworld
Autor: Terry Pratchett
Ano: 1992/2015
Número de Páginas: 305
Editora: Grupo Editorial Record (selo Bertrand Brasil)

Sinopse: Em “Pequenos Deuses”, Terry Pratchett faz uso de seu ácido humor para desenvolver uma crítica mordaz à religião institucionalizada. No Discworld — mundo palco de suas dezenas de histórias de sucesso —, o deus Om percebe, ao tentar se manifestar na Terra, que ficou preso no corpo de uma pequena tartaruga. Precisará, então, contar com o auxílio do noviço Brutha para descobrir como recobrar seu poder — e a crença que lhe dá vida — ao mesmo tempo em que grandes figurões planejam uma guerra santa. Pratchett, nesta sátira em seu mundo fantástico, volta a fazer o que faz de melhor: usa a fantasia e o humor para falar da realidade.

Resenha:
Quando recebi esse livro da editora Bertrand, não fazia ideia de que o universo de Discworld era tão conhecido e eu estava de fora.
Para quem ainda não conhece, Discworld é uma série de fantasia criada pelo inglês Terry Pratchett, que faleceu em Março desse ano.

Em Pequenos Deuses conhecemos Brutha, um jovem ingênuo que se contenta em cuidar da horta, Brutha vive em Omnia, os omnianos adoram o Grande Deus Om, que se manifesta geralmente como um grande touro.

Como em toda Igreja há uma hierarquia, e é aí que começa o problema, os omnianos passam a não se contentar em adorar seu Deus, eles acreditam só haver um Deus verdadeiro, e por isso começam a atacar e tomar outras cidades. O líder dessa “Caçada” que logo poderá virar a chamada Gerra Santa é o Diácono Vorbis, um Quisidor, responsável por decidir a punição dos pecadores e hereges.

A nossa história começa quando o Grande Deus Om decide se manifestar como um grande touro e acaba virando uma simples tartaruga caolha, depois de perecer por anos no deserto se esquecendo de quem era, ela cai bem próximo de nosso protagonista Burtha.

O problema em ser um deus é que não se tem ninguém para quem orar.

Depois que Om convence Brutha de que ele é seu Deus, os dois tentam descobrir porque ele se manifestou através de uma tartaruga praticamente sem poder, quando ele possui milhares de adoradores.

Mas isso terá que esperar, pois a frase “A Tartaruga se Move” está sendo disseminada e ganhando adoradores e Vorbis não pode deixar isso de lado, por isso tem outros planos para Burtha. O Quisidor fica impressionado com a capacidade de memorizar dele, por isso decide levá-lo a Efebo, cidade que ele deseja "converter", pois lá eles não acreditam no Grande Deus Om e sim em vários outros Deuses, além é claro de ser onde começou a frase.

No Blog Desbravando livros achei a imagem perfeita para “A Tartaruga se Move”, parabéns a artista.


Durante a viagem Vorbis faz com que matem um golfinho, e que os marinheiros sabem que a Deusa do Mar vai afundar o navio, mas tem medo do Quisidor, e por isso decidem jogar Brutha no oceano “Uma vida por outra vida!”
Os olhos aquosos focaram.
 - Mas você é só um pequeno deus. E se atreve a me invocar?
 - Eu tenho fiéis - disse Om. - Então, tenho o direito.
 - Um fiel?
 - Um ou muitos, não importa - disse Om. - Eu tenho direitos.
 - E por quais direitos você clama, tartaruguinha? - questionou a Rainha do Mar.
 - Salve o navio. - disse Om.
 - A Rainha ficou em silêncio.
 - Você tem de conceder o pedido - afirmou Om. - São as regras.
 - Mas posso estipular o emu preço - disse a Rainha do Mar.
 - São as regras, também.
 - E será alto.
 - E será pago.
A coluna de água começou a ruir de volta para as ondas.
Depois de salvar o navio e a vida de seu único fiel, a viagem continua. Contuto, para atacar a cidade eles precisarão passar por um labirinto cheio de armadilhas e de olhos vendados, sendo assim a habilidade de Burtha vem a calhar e ele é levado até os Efebianos sem imaginar as consequências de sua ajuda.
 - Cartas correntes - disse o Tirano. - A Carta Corrente aos Efebianos. Esqueça Seus Deuses. Seja Subjulgado. Aprenda a Ter Medo. Não quebre a corrente… as últimas pessoas que o fizeram acordar certa manhã e encontraram cinquenta mil homens armados em seu gramado.
Admito ter começado essa leitura sem muita emoção, mas Pequenos Deuses se tornou uma leitura agradável e bem divertida. Gostei de ver Burtha e o Deus Om amadurecerem juntos, me diverti muito com as maldições lançadas sem sucesso por Om.
É um livro que te faz rir, mas também refletir até que ponto a fé que cada um de nós acredita ter é real.

A capa é perfeita e descreve de modo bem criativo exatamente a história do livro, as letras são em alto relevo, o que deixou a capa muito bonita. Ele não é divido em capítulos e a história flui com uma naturalidade incrível.

Nível do vício:

9 Comentários

  1. Oi! Não conhecia o livro e pareceu super interessante, adorei saber sua opinião. Deve ser mesmo uma leitura cheia de aventuras. Me interessou saber que também traz uma reflexão. :)
    beijos ♥
    nuclear--story.blogspot.com

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  2. amei a mescla com os deuses, lembra mitologia, um assunto que adoro. Gostei do livro, recheado de aventuras.

    http://www.jacknuit.com.br/

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  3. Oi Anne!
    Eu já tinha ouvido falar na série Discworld, mas nunca li os livros. Parece ser muito legal!

    Beijos,
    Sora - Meu Jardim de Livros

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  4. Oi Anne!

    Adorei sua resenha, nunca tinha ouvido falar dessa série. Parece ser muito boa!

    Beijos!

    Cintia
    http://www.theniceage.blogspot.com.br/

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  5. Oie Anne =)

    Uma amiga minha está lendo esse livro e até o momento curtindo bastante a leitura.
    Como adoro fantasia, a premissa desse livro me chamou bastante a atenção. Espero me surpreender com a leitura ^^

    Beijos;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias...
    @mydearlibrary

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  6. Eu não conhecia ainda e achei bem confuso. Mas geralmente é assim mesmo até começarmos a ler e "criar" um corpo para o nome do personagem hehe. Achei bem interessante e acho que leria.

    Blog Prefácio

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    1. Sil, concordo com vc, mas as vezes nos surpreendemos e com esse livro foi assim.
      Vale a pena.

      Bjs!

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  7. Oi Anne,
    Quase não leio livros no estilo, mas adorei a premissa.
    Só não curti que mataram o pobre do golfinho =/

    Muito bacana essa ideia da tartaruga haha e a arte ficou show mesmo!

    bjs e tenha uma ótima sexta!
    Nana - Obsession Valley

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    1. Nana,

      foi por isso que coloquei, partiu meu coração. O Vorbis é mal ao ponto de matar algo só para ver o que acontece :(

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